1 de abril de 2010

Boa notícia sobre o trabalho de prevenção a gravidez não planejada na adolescência

COMUNICADO de 12 de março de 2010
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COMUNICADO APE n.º 13/2010



ASSUNTO: O caminho da Prevenção é a solução!

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Prezada Coordenação Regional do Programa escola da Família, Supervisores e Monitores APE,



Artigo publicado no periódico Prontuário de Noticias em 09/03/2010 traz uma informação gratificante para os que trabalham com prevenção à gravidez na adolescência: “Brasil acelera redução de gravidez na adolescência”.


Os parágrafos em destaque chamam a atenção para o preconceito à sexualidade do adolescente; a disponibilização, pelo Ministério da Saúde, de um material de apoio importante ao trabalho em prevenção e promoção da saúde adolescente e finaliza apontando a necessidade de continuarmos o trabalho, pois nossa região ainda está aquém do esperado.



Aproveito para parabenizar a todos que abraçam e acreditam no trabalho em sexualidade do adolescente pelos resultados!



“Brasil acelera redução de gravidez na adolescência”


O ritmo de queda no número de partos na adolescência acelerou nos últimos cinco anos na rede pública. Dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que a quantidade desses procedimentos em adolescentes de 10 a 19 anos caiu 22,4% de 2005 a 2009. Na primeira metade da década passada, a redução foi de 15,6%. De 2000 a 2009, a maior taxa de queda anual ocorreu no ano passado, quando foram realizados 444.056 partos em todo o País - 8,9% a menos que em 2008. Em 2005, foram registrados 572.541. Ao longo da década, a redução total foi de 34,6%.


O Ministério da Saúde atribui essa tendência às campanhas destinadas aos adolescentes e à ampliação do acesso ao planejamento familiar. Só no ano passado, foram investidos R$ 3,3 milhões nas ações de educação sexual e reforço na oferta de preservativos aos jovens brasileiros. Nos últimos dois anos, 871,2 milhões de camisinhas foram distribuídos para toda a população. Qualquer pessoa pode retirar as unidades nos postos de saúde.


Nesses locais, os adolescentes também recebem o apoio de um profissional de saúde para avaliar qual é o método contraceptivo mais adequado ao estilo de vida dos parceiros. Entre as opções, estão as pílulas anticoncepcionais, a injeção de hormônios e o DIU. A dupla proteção - o uso do método contraceptivo associado ao preservativo - é recomendada para que, além de evitar uma gravidez, os jovens se previnam de doenças sexualmente transmissíveis (DST) e aids.


A coordenadora de Saúde do Adolescente e do Jovem do Ministério da Saúde, Thereza de Lamare, avalia que o sistema público está cada vez mais preparado para receber adolescentes e dar orientações sobre a saúde sexual deles. Mesmo assim, o planejamento familiar nessa faixa etária ainda enfrenta resistência por causa de preconceito. "Até hoje, alguns adultos têm dificuldade de compreender que o adolescente é um indivíduo sexuado e, em seu processo de crescimento, ele vai descobrir e ter relações afetivas" destaca.



"Reconhecer os direitos sexuais e reprodutivos desse grupo é uma conquista do Brasil".



Atualmente, os adolescentes do sexo masculino vêm procurando cada vez mais o serviço público de saúde no intuito de retirar os preservativos. "Nossa prioridade agora é para que o rapaz seja envolvido em outras ações, inclusive nas situações de gravidez da parceira ou da namorada. Estimulamos que ele acompanhe o pré-natal e o parto, participando do dia a dia da companheira e cuidando da própria saúde", explica Thereza de Lamare.



EDUCAÇÃO SEXUAL - Em 2003, o governo federal iniciou uma série de ações de prevenção de DSTs em colégios públicos. Por meio de uma parceria entre os ministérios da Saúde e Educação, profissionais das equipes do Saúde da Família tornaram-se parceiros dos professores da rede pública e levaram para a sala de aula conteúdos de saúde sexual e reprodutiva. As atividades foram incorporadas pelo Programa Saúde na Escola (PSE), implementado em 2008.


Atualmente, o PSE é uma das ferramentas de conscientização dos estudantes de ensino médio para prevenir DSTs e evitar gravidez indesejada. Mais de 8 milhões de alunos de 54 mil escolas já foram orientados. Dessas, quase dez mil distribuem preservativos. O programa alcança atualmente 1.306 municípios brasileiros.


Além disso, o MS começou a produzir as Cadernetas de Saúde do Adolescente no ano passado. A cartilha contém informações sobre temas essenciais para os mais jovens, como alimentação, saúde sexual e reprodutiva e uso de drogas. No total, foram entregues 4 milhões de cadernetas em 451 municípios. A previsão para 2010 é distribuir mais 5 milhões nos postos de saúde. O Ministério da Educação também vai enviar 6 milhões de cartilhas para as unidades básicas de saúde dos municípios onde foi implementado o PSE.


DIFERENÇAS REGIONAIS - A maior redução no número de partos de adolescentes, nos últimos cinco anos, ocorreu na Região Nordeste (26%). Em 2005, foram 214.865 procedimentos contra 159.036 no ano passado. O Centro-Oeste vem em seguida, com 32.792 partos - 24,4% a menos que em 2005. Abaixo da taxa média de queda, estão: Sudeste (20,7%), Sul (18,7%) e Norte (18,5%).

Fonte : CFM

VC: Epilepsia, causas, sintomas e condutas


COMUNICADO 2 de Março de 2010



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COMUNICADO APE n.º 11/2010

ASSUNTO: Vídeo Conferência – Epilepsia: Causas, Sintomas e Condutas

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Prezada Coordenação Regional do Programa Escola da Familia,



A Vídeo Conferência sobre Epilepsia contou com um ótimo público, agradecemos a todos pela participação.


Encaminhamos anexo, conforme combinado, a apresentação em Power point exibida na V.C Epilepsia: causas, sintomas e condutas.

Esperamos que o material contribua para  multiplicação das informações apresentadas.

Informamos que a vídeo também encontra-se no endereço: www.rededosaber.sp.gov.br
Para assistir ao vídeo entre na videoteca e para ver o PPT no arquivo.Esses links estão no lado esquerdo da tela.


Dúvidas sobre Epilepsia poderão ser encaminhadas para o email: abe@epilepsiabrasil.org.br
Digite aqui o resto do post

Semana da Mulher 2 a 8 de março


      COMUNICADO  25 de Fevereiro de 2010

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COMUNICADO APE n.º 08/2010



ASSUNTO: Semana da Mulher

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Prezado(a)s Monitores Educacionais do Projeto APE,


Em Março, de acordo com o calendário de datas comemorativas, temos de 2 a 8 a semana da mulher. Visando contribuir para o incremento das atividades para o período, encaminhamos abaixo algumas sugestões, e anexo dicas de filmes e duas crônicas.


Aguardamos confirmação sobre uma vídeo conferência a respeito do tema, assim que for ratificada, informamos.



Sugestões de atividades para a semana em comemoração às mulheres:



Além das palestras, verificarem a possibilidade de buscar na comunidade, poetas, escritores, artistas plásticos e outros que poderão ser convidados a exporem trabalhos referenciando as mulheres.

Além das atividades habituais de saúde e beleza oferecerem dicas sobre maquiagem e estilo.


Proceder a uma pesquisa na região para saber se há mulheres de destaque: esportista? Líder comunitária? Pintora? Mecânica? Confeiteira? Quituteira? E convidá-las a comparecer na escola para dar seu depoimento. A pesquisa por estas personagens da comunidade pode ser disparada por meio de uma gincana entre a garotada.


A busca por parcerias pode contemplar ONGs que tratam de questões de Gênero, nutrição, Cuidados com bebês- relação mãe/bebê.

Um sarau temático e/ou leituras de crônicas e artigos(em anexo), poderá encerrar as atividades da semana.

A exibição de filmes, como os sugeridos em anexo, pode ser combinada com debates e discussões ao final. E vídeos sobre saúde e o funcionamento do corpo da mulher poderão também ser uma ótima opção.


Em algumas regiões serviços são oferecidos gratuitamente às mulheres, como por exemplo, a emissão e regularização gratuita do CPF nas agências da Caixa Econômica Federal. Procure se informar e forneça uma lista destes, e outros serviços, os quais as mulheres podem ter acesso.

Bom trabalho a todos!







Sugestão de filmes para a semana em comemoração ao dia das mulheres

☆ Do que gostam as mulheres – ficha técnica: Gênero – comédia; Ano 2000;Direção Nancy Meyers; Atores principais: Mel Gibson, Helen Hurt, Marisa Tomei, Bette Midler; tempo de duração: 120 minutos.



☆ Chocolate – ficha técnica: Gênero – comédia; Ano 2000; Direção Lasse Hallstron; Atores principais: Juliette Binoche, Lena Olin,Judi Dench, Johnny Depp; tempo de duração: 105 minutos.

☆ Divã (Brasileiro) - ficha técnica: Gênero – comédia; Ano 2009; Direção José Alvarenga; Atores principais: Lilian Cabral, Cauã Reymond, Reynaldo Gianecchini, José Mayer; tempo de duração: 93 minutos.


☆ Erin Brockovich, uma mulher de talento - ficha técnica: Gênero – Drama; Ano 2000; Direção Steven Soderbergh; Atores principais: Julia Roberts, Albert Finney, Aaron Eckhat; tempo de duração: 145 minutos.


☆ O fabuloso destino de Amelie Poulin - ficha técnica: Gênero – Comédia; Ano 2001; Direção Jean Pierre Jeunet; Atores principais: Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz,Yolande Moreau; tempo de duração: 120 minutos.


☆ Uma secretária de Futuro- ficha técnica: Gênero – Comédia; Ano 1998; Direção Mike Nichols; Atores principais: Melanie Griffith, Harrison Ford e Sigourney Weaver; tempo de duração: 113 minutos.


☆ Adoráveis Mulheres - ficha técnica: Gênero – Drama; Ano 1994; Direção Gilian Armstrong; Atores principais: Winona Rider,Gabriel Byrne, Susan Sarandon, Kirsten Dunst; tempo de duração: 114 minutos.


☆ Mulheres - ficha técnica: Gênero – Comédia; Ano 2008; Direção Diane English ; Atores principais: Debra Messing,Meg Ryan,Annete Bening, Eva Mendes; tempo de duração: 114 minutos.



ARTIGO -  Mulher sob medida


Autora Danuza Leão

As mulheres são capazes de fazer loucuras para emagrecer. Quantas eu já fiz para ficar um palito… Mas tem sentido? O primeiro dos meus sacrifícios foi óbvio: deixar de comer as delícias deste mundo. Resisti bravamente a todos os pasteizinhos fritos na hora com uma cervejinha, a uma empada quentinha, saindo do forno, a um brigadeiro derretendo na boca. Quando penso, vejo o absurdo.

Dá para, em nome de uma magreza – que inventaram que é obrigação –, abrir mão do enorme prazer que é comer? Aliás, quando foi que começou essa mania? Se você for a qualquer museu do mundo, os quadros exibem mulheres gordas, e não conheço um homem – fora os que trabalham com moda – que não dê valor a um bumbum grande, para passar a mão com ar de dono, ou a uns peitos fartos (mas que sejam obra da natureza). E nem estamos falando das telas de Botero.

De onde veio essa invenção? Acho que os costureiros fizeram uma reunião secreta para decretar como devem ser as mulheres só para infernizar nossa vida. Pessoalmente, não conheço nenhum homem que deseje levar Kate Moss para a cama; em compensação, pergunte a qualquer um o que acha da Jennifer Lopez.

Houve um tempo em que eu quase desmaiava na rua de tanta fome. Bebia só água o dia inteiro, à noite tomava uma sopa de alface sem sal e era muito infeliz. Depois de várias semanas de jejum quase absoluto, botei na boca metade de uma bolacha de água e sal. Pensei que fosse morrer de tanta felicidade. Mantinha uma balança no quarto e me pesava três vezes por dia. Que tempos aqueles!

O pior é que mulher não tem personalidade. É para ficar magra? Então vamos lá. Ponha quatro almoçando juntas e elas só têm três assuntos: dieta, ginástica e homem (falta de). Isso comendo uma salada temperada com limão. Assim passei vários anos, mas numa bela manhã acordei pensando que a vida podia ser um pouco melhor. Fui a uma confeitaria, pedi um chocolate quente com creme, bolo de laranja, torradas com queijo ralado e vi que a felicidade existia. Decidi que ia ser gordinha, porém feliz. E os quilos foram chegando.

Os dois primeiros foram fáceis de absorver. Meus jeans, que eram tamanho 29, chegaram ao 34, e eu nem aí. Mas um dia, um dos mais dolorosos da minha vida, passei por uma vitrine, me vi de longe e mal me reconheci. Não que estivesse deformada, mas simplesmente não era mais eu. Voltei para casa arrasada e cheguei à conclusão de que cada pessoa tem seu biotipo. As que nasceram gordinhas não deveriam pensar em virar Gisele Bündchen; as que são magras por natureza, se começarem a comer loucamente, vão engordar, o que não vai combinar com elas. E voltei à dieta.

Hoje sou menos radical; aos sábados, eu me permito comer um pão de queijo e, aos domingos, tomo uma caipirinha, mas só uma. Afinal, são 120 calorias. E só lamento que nunca mais possa comer um acarajé com caldo de cana, as duas coisas mais calóricas que existem. Mas talvez no meu aniversário de 100 anos, eu me dê esse direito. Porque eu pretendo chegar lá, nem que seja só para isso.

Sexo, cabeça e coração


Autor: Danuza Leão

E quando o amor parece que acabou? Não o dele, mas o seu? Bem, primeiro é preciso ter certeza, o que nessas coisas de amor é bem difícil. Quantas vezes você, mesmo amando apaixonadamente um homem, não acha ele chato e torce para que surja uma viagem de trabalho bem longa para se livrar dele pelo menos por uns tempos? E quantas vezes ele chega perto de você na cama, cheio de amor para dar, e você não quer; por nada, mas não quer? Isso é o fim do amor? Não, claro que não.

A culpa pode ser mesmo dele, que está, de vez em quando, particularmente desinteressante (tanto como nós, de vez em quando), querendo você exatamente na hora em que você quer tudo, menos ele. E a culpa pode também ser sua, que passou a tarde vendo CASABLANCA, se apaixonou pela história de amor e, sobretudo pelo galã do fi lme. Quem não queria ser Ingrid Bergman e viver aquele romance com Humphrey Bogart? Só que você não é ela e seu par não é ele, e esses rompantes românticos acontecem, sobretudo num coração mais imaturo, mas é preciso – e não é fácil – separá-los da realidade. A realidade é a única coisa que realmente existe.

Pense; lembre do tempo em que esperar que ele chegasse quase doía, de angústia e medo. E se ele não chegasse? Se nunca mais aparecesse? Se tivesse sido atropelado, perdesse a memória e se esquecesse de que você existia? Esse tempo era bom, não era? E você acha que um amor tão grande acaba assim só porque você leu um livro ou viu um filme de amor?

Algumas mulheres, as mais sábias, sabem que esses momentos fazem parte da vida. Outras, ao primeiro sinal de monotonia, mesmo que nada tenha acontecido, pensam em jogar tudo para o alto e sair à procura da grande aventura sem imaginar que as grandes aventuras costumam durar pouco e geralmente terminam com um final infeliz. Geralmente para nós, mulheres.

Longe de mim querer dar conselhos caretas, mas nessas horas é preciso um pouco de calma. Quem sabe passar uns dias na casa de praia de uma amiga e sentir como seria a vida sem ele? Pode ser que depois dos primeiros (e maravilhosos) dias de liberdade total você chegue à conclusão de que é isso mesmo que quer e resolva ser uma mulher independente, podendo fazer o que quiser da vida, sem um homem que chega todos os dias em casa à mesma hora. Mas pode ser também que valorize o que tem, pense nas coisas boas de sua vida – alguma coisa de bom ela deve ter – e sinta falta daquele homem que te ama e que às vezes não é o galã que você queria, até porque ninguém é galã 24 horas por dia. Ser casada com George Clooney também deve ter seus momentos de monotonia.

Faça também um bom exame de consciência e veja se você está com essa bola toda. Se os homens vão se atirar a seus pés, tal a sua beleza, charme e inteligência… Talvez eles até se atirem, mas por quanto tempo? Uma semana, três dias, uma noite?

E seja qual for a sua decisão, não se esqueça do famoso alerta: o corpo humano tem o sexo; acima do sexo, o coração; e acima do coração, a cabeça. Raramente a gente pode satisfazer os três, às vezes precisa escolher, e essa escolha é mesmo muito difícil.

Mas por tudo que já vi e vivi, o sexo – se for só ele – nunca é a melhor escolha.
COMUNICADOS APE

Os Comunicados do Projeto APE que contemplem orientações com vistas ao desenvolvimento de seu escopo por meio do trabalho dos supervisores e monitores, serão postados em nosso blog visando facilitar a visualização e acesso aos mesmos.


COMUNICADO - 13 de Janeiro 2010
ASSUNTO: Proposta de trabalho para Monitores Educacionais

Prezadas Coordenações Regionais do Programa Escola da Família,


Em decorrência do planejamento das ações do Projeto para 2010, informamos que os monitores educacionais deverão realizar levantamento dos equipamentos sociais de sua região, conforme segue:

1) Realizar pesquisas: internet, visitas, livros, guias, catálogos, dos equipamentos sociais existentes no entorno das unidades escolares da Diretoria de Ensino;


2) Após levantamento das instituições (hospitais, ONG’S, Faculdades, Associações, Clinicas, Cooperativas, Parques, etc), efetuarem visitas e/ou contato telefônico/email para verificação do serviço prestado pelo mesmo;


3) Elaborar cadastro das instituições que possam contribuir como rede de proteção (prevenção, diminuição da vulnerabilidade, assistência, lazer) à comunidade;


4) Enviar cópia dos cadastros anexada ao relatório mensal (mês Janeiro);


5) A atividade deverá ser realizada pelo grupo de monitores e gerar, para encaminhamento, um documento único.


Encaminhamos anexo, o modelo de relatório de visita/parceria
(o documento consta no Caderno do Monitor - págs 41 a 81).


                      
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                  COMUNICADO APE n.º 04/2010 - 12 de fevereiro de 2010



ASSUNTO: Ação uso abusivo de álcool e drogas

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Prezado (a)s Monitores Educacionais do Projeto APE,

Boa tarde!

Visando o incremento de nossas ações em saúde e prevenção e atendendo ao cronograma 2010 - temos de 16 a 20 de Fevereiro a semana de prevenção ao uso abusivo de álcool e drogas – encaminhamos uma série de instrumentos para a implementação das ações APE sobre o tema.

O material contém:

1) (1) texto conceitual com diretrizes para o trabalho sobre álcool e drogas;

2) (1) texto informativo sobre os tipos de usuários de drogas;

3) (1) artigo sobre o tema publicado na Revista Pedagogia & Comunicação;

4) (1) texto com sugestões de atividades para abordar o tema com os jovens;

5) (1) Plano de ação – roteiro sugestivo para a implementação do trabalho;

6) (1) Sugestão de dinâmica;

7) (1) Bibliografia utilizada;

8) (4) arquivos em JPEG com imagens e texto para divulgação do trabalho APE.

Os arquivos em JPEG serão encaminhados separadamente.

Vocês irão perceber que os textos se complementam, assim, esperamos que a leitura do material seja completa.

Abaixo sequência do material encaminhado:

Texto conceitual para o trabalho sobre o tema do uso abusivo de álcool e drogas


Introdução

Nunca existiu uma sociedade abstêmia, ou seja, sem drogas.


Ao percorrermos a história da civilização, encontramos a presença de drogas, desde os primórdios da humanidade, inseridas nos mais diversos contextos: social, econômico, medicinal, religioso, ritual, cultural, psicológico, estético, climatológico e mesmo militar. O consumo de drogas deve, portanto, ser considerado como um fenômeno, especificamente humano, isto é, um fenômeno cultural: não há sociedade que não tenha as suas drogas, recorrendo a seu uso para finalidades diferentes, em conformidade com o campo de atividades no qual se insere. Alguns autores opinam que a história do homem é aquela das drogas que consome. (BUCHER, R. 1988).


Partindo desta premissa, o profissional deverá também observar e compreender que os adolescentes influenciam e são influenciados por diversos fatores reconhecidos como capazes de impactar, num maior ou menor risco, para problemas com uso abusivo de drogas. São eles: a família, a escola, o contexto social, os amigos, a mídia, aspectos psicoemocionais, biológicos – características individuais- e outros. Ou seja, o adolescente não é passivo diante destas influências, e nenhum destes aspectos isoladamente é capaz de determinar se um jovem irá ou não ter problemas de dependência química (Oetting et al., 1998).


Portanto, trabalhar com este tema exige um olhar amplo e não determinístico de causa e efeito. Alguns desses fatores se referem a características dos indivíduos; outros, ao seu meio microssocial e outros, ainda, a condições estruturais e socioculturais mais amplas (Zweig et al.,2002), mas, geralmente, estão combinados quando uma situação considerada social, intrapsíquica e biologicamente perigosa se concretiza.


Nosso olhar para o trabalho de prevenção ao uso indevido de álcool e drogas

O trabalho educativo com o tema drogas deve considerar ainda, que essas substâncias já fazem parte do universo adolescente e jovem, senão no uso, pelo menos no seu círculo social ou em seus temas de interesse. Este fato isoladamente, não significa que um jovem irá ter problemas de uso abusivo de álcool e drogas.


Uma preocupação básica da educação para a saúde seria, pois, discutir com os adolescentes os riscos associados aos comportamentos nos quais se engajam (JESSOR, 1991), mas tendo o cuidado de não desconhecer o lado prazeroso desse engajamento. A necessidade de se olhar os dois lados, o do desejo e o do dano, no caso do uso de drogas, é fundamental para se criar um ambiente favorável ao debate.


É preciso não se esquecer que as drogas cumprem funções importantes para os adolescentes, tanto do ponto de vista pessoal quanto social. Pesquisas mostram que os comportamentos de enfretamento de risco são funcionais, intencionais, instrumentais e dirigidos para o desenvolvimento normal do adolescente. Fumar, beber, dirigir perigosamente ou exercer atividade sexual precocemente podem ser atitudes tomadas pelo jovem visando a ser aceito e respeitado pelos pares; conseguir autonomia em relação aos pais; repudiar normas e valores da autoridade convencional; lidar com ansiedade, frustração e antecipação do fracasso; afirmação rumo à maturidade e à transição da infância para um status mais adulto. Não há nada de perverso, irracional ou psicopatológico nesses objetivos: eles são característicos do desenvolvimento psicossocial.

Ter este conhecimento é importante para planejar as estratégias do trabalho em prevenção ao uso abusivo de álcool e drogas, reconhecer a complexidade dos fatores envolvidos nos ajuda a evitar a armadilha de campanhas simples, como: “diga não às drogas”. Nosso trabalho precisa contribuir para que o jovem vislumbre e reconheça alternativas saudáveis e prazerosas às drogas, além do risco vinculado ao uso.


Nosso trabalho visa o fortalecimento do jovem, sua valorização, o exercício do pensamento crítico, o protagonismo juvenil, o projeto de vida, o oferecimento de informações consistentes sobre o assunto, e confiança no potencial destes, em fazer escolhas positivas para suas vidas.


O educador é responsável por dar espaço para a abertura deste tema e das problemáticas atuais que motivam o uso abusivo por vários indivíduos em nossa sociedade. Deve tratar igualmente, tanto os alunos que nunca fizeram uso, quanto os que possivelmente já experimentaram.



CONCEITOS IMPORTANTES NA PREVENÇÃO AO USO ABUSIVO DE ÁLCOOL E DROGAS


Abaixo listamos uma série de conceitos que permeiam o trabalho sobre o uso abusivo de álcool e drogas. Todos estes podem ser utilizados nas discussões sobre o tema com os adolescentes.

Vulnerabilidade- O conceito de vulnerabilidade acompanha todo trabalho na área da saúde e prevenção, o material apresentado na Orientação técnica sobre o assunto pode e deve ser utilizado na abordagem do tema de uso abusivo de álcool e drogas.

O conceito de vulnerabilidade contém em sua dinâmica aspectos individuais, sociais, institucionais ou programáticos. E contribui para demonstrar, em parte, a complexidade da qual nos referimos acima. Cada individuo, levando-se em conta esta dinâmica, apresentará maior ou menor risco de ser acometido por um agravo a sua saúde.

Os fatores de Risco e de Proteção: servem de base para o diálogo e a discussão sobre o tema de uso abusivo de álcool e drogas. A família, a comunidade, os pares, a escola e a mídia são espaços fundamentais para a construção de risco e de proteção.



Conceito de RISCO – Risco é uma conseqüência da livre e consciente decisão de se expor a uma situação na qual se busca a realização de um bem ou de um desejo, em cujo percurso se inclui a possibilidade de perda ou ferimento físico, material ou psicológico. Segundo grandes filósofos como Heidegger, o risco é inerente à vida (1980), ao movimento, e à possibilidade de escolha. Viver é correr risco e por isso a incerteza é um componente essencial da existência e igualmente do conceito de risco.

A decisão/ escolha pelo uso de drogas implica exposição a riscos (à saúde, à dependência química, à violência, a problemas afetivo-sociais).

O lado negativo do desejo juvenil de obter prazer com o uso de drogas é o risco que ele corre de se tornar dependente e comprometer a realização de tarefas normais do desenvolvimento; o cumprimento dos papéis sociais esperados; a aquisição de habilidades essenciais; a realização de um sentido de adequação e competência e a preparação apropriada para a transição ao próximo estágio na trajetória da vida: o adulto jovem.


Ressaltando a necessidade metodológica de levar em conta a complexidade das formas de adesão ao uso abusivo de drogas na adolescência, alguns autores consideram relevante pensar que há uma estrutura e uma organização destes diferentes fatores, formando uma síndrome do comportamento de risco. Os comportamentos de risco co-variam e estão inter-relacionados. Nessa perspectiva, os esforços preventivos devem visar a modificar as circunstâncias que sustentam tais síndromes: o estilo de vida que sintetiza um padrão organizado de comportamentos inter-relacionados, por exemplo, (Jessor, 1991).


Por isso, quando Projetos como o APE e Programas como o Escola da Familia possibilitam uma intervenção/alternativa ao estilo de vida de uma dada comunidade, proporcionando atividades voltadas à qualidade de vida, estamos atuando preventivamente.



Proteção: significa, sobretudo, oferecer condições de crescimento e de desenvolvimento, de amparo e de fortalecimento da pessoa em formação. No caso brasileiro, a doutrina da proteção integral se encontra no Estatuto Brasileiro da Criança e do Adolescente (ECA), que a resume definindo esse grupo social como: (a) cidadão; (b) sujeito de direitos; (c) capaz de protagonismo; (d) merecedor de prioridade de atenção; e (e) de cuidados.


RESILIÊNCIA: busca-se dar ênfase aos elementos positivos que levam um indivíduo a superar as adversidades.

Embora as definições de Resiliência sejam ainda bastante variadas, toda a discussão a respeito desse conceito está relacionada aos fatores ou processos intrapsíquicos e sociais que possibilitem o desenvolvimento de uma vida sadia, apesar de experiências de vida traumáticas.

Os estudiosos têm identificado três categorias de fatores de proteção em crianças e adolescentes resilientes:


(a) individuais: temperamento que favoreça o enfrentamento do problema, autoimagem positiva e a capacidade de criar e desenvolver estratégias ativas na forma de lidar com problemas. Esses atributos denotam autoconfiança, habilidades sociais e interpessoais.


(b) familiares: que se traduzem em suporte, segurança, bom relacionamento e harmonia com pais e no ambiente de relações primárias;


(c) extrafamiliares: ou ambientais, quando se referem ao suporte de pessoas significativas e experiências escolares positivas (Emery & Forehand, 1996; Werner, 1996; Assis, 1999; Assis & Constantino, 2001). A forma como o indivíduo lida com as adversidades, em psicologia, é chamada coping, termo que agrega o conjunto de estratégias utilizadas pelas pessoas diante de circunstâncias adversas ou estressantes. O coping positivo é construído ao longo do tempo e do processo de crescimento e desenvolvimento individual. Tal como a Resiliência, as estratégias de coping dependem de atributos individuais, familiares e ambientais para se consolidarem no indivíduo.

Uma vez estabelecidas, as estratégias funcionam como importante fator de proteção ao risco, proporcionando Resiliência (Garmezy & Rutter, 1988).


Exemplos:

Em geral as crianças com nove ou dez anos valorizam a companhia dos amigos, as atividades de grupo, o sucesso na escola, a boa relação com os pais. Porém, cada menino ou menina avalia de forma diferente a rejeição dos amigos ou sua exclusão de um grupo. Para uma criança, a experiência da rejeição pode ter efeitos deletérios imediatos na cognição social, na auto-imagem e na autoestima. Para outra, a mesma experiência pode ter efeitos saudáveis no ajustamento de longo prazo, motivando-a a se posicionar de forma a ser aceita no futuro (Parker & Asher, 1987; Tarter et al., 2002).


Os adolescentes que têm objetivos definidos que investem no futuro apresentam probabilidade menor de usar drogas, porque o uso interfere com os seus planos (Kodjo & Klein, 2002). Igualmente, a elevada autoestima, os sentimentos de valor, orgulho, habilidade, respeito e satisfação com a vida podem servir de proteção aos jovens contra a dependência de drogas quando combinada com outros fatores protetores do seu contexto de vida (Hoffmann& Cerbone, 2002).


Sendo assim, conclui-se que crianças e adolescentes que vivem em ambientes familiares ou em comunidades onde há uso abusivo de drogas e conseguem não se deixar influenciar por esse contexto apresentam características individuais protetoras conjugadas ao convívio com outros adultos cuidadores escolhidos por eles, fora do ambiente familiar. Os programas de prevenção devem levar em conta a importância das atividades de mentores e de outros programas de desenvolvimento da juventude (Kodjo & Klein, 2002), como capazes de contribuir para o desenvolvimento da resiliência.



Redução de danos


A redução de danos surgiu como uma estratégia de saúde para reduzir, de forma prática e imediata, os problemas associados ao uso de drogas e suas consequências adversas, segundo o Guia “Saúde e Prevenção nas Escolas” – 2006, sem necessariamente, diminuir ou interromper o seu consumo.


Reconhecendo a dificuldade da interrupção do consumo de drogas por uma pessoa dependente, a estratégia de redução de danos se apóia nas seguintes ideias:

1) Sua condição de usuário de drogas é respeitada;

2) Se você não consegue parar de usar drogas, seria bom que não usasse por via injetável;

3) Se você não consegue parar de usar por via injetável, seria bom que não compartilhasse seringas e demais equipamentos com outras pessoas;


A Redução de Danos planeja escalas de prevenção de danos à saúde que procuram dar conta das diferentes situações a que estão expostos os usuários.


A utilização de programas de Redução de Danos pode reconsiderar não apenas a autonomia e a dignidade do usuário de drogas, mas respeitar o seu momento e o seu movimento em direção à construção de um autocuidado e, portanto, de uma auto-estima e prevenção com relação a atitudes mais nocivas e letais contra a sua própria vida.


No Brasil, a redução de danos é promovida pelo Ministério da Saúde como uma estratégia para o enfrentamento da epidemia de Aids entre os usuários de drogas injetáveis.


Em muitas cidades, como em Santos - SP, a atuação adotando esta metodologia pôde minimizar os efeitos da proliferação do HIV/aids entre a população usuária de drogas injetáveis e entre os grupos a eles ligados em redes de relacionamento afetivo e sexual.


Aplicabilidade:

No entanto, o conceito de redução de danos pode ser aplicado a diferentes contextos, sendo uma estratégia importante no trabalho em prevenção. Por exemplo, diante da realidade de consumo de álcool pelos jovens podem-se criar formas de reduzir os danos causados pela bebida. A campanha “motorista da vez” vinculada ao “se beber não dirija” está associada ao conceito de redução de danos.


Sugerir a ingestão de água entre um copo e outro de bebida alcoólica é outra medida que visa minimizar os efeitos nocivos da substância no organismo.


Atualmente, o conceito e as estratégias de redução de danos estão sendo aplicados no enfrentamento de questões tão diversas quanto a prevenção de acidentes, manejo ambiental e defesa civil.


Alguns Mitos sobre a questão das Drogas



Escalada no uso de drogas - vários estudos mostram que o perigo difere de acordo com os indivíduos e seu contexto. Kandel e colaboradores (1978) enfatizam que os adolescentes em certo estágio e freqüência de consumo não necessariamente irão usar drogas mais pesadas. Essa constatação vai contra a ideia de que haveria certa seqüência do consumo de substâncias mais leves rumo às mais nocivas (pesadas).


Alguns estudos chegam a sugerir que cigarro e álcool funcionariam como ponte para um caminho progressivo de envolvimento com drogas cada vez mais pesadas (De Micheli & Formigoni, 2002). Essa teoria tem conseqüência para a prática educativa que busca dissuadir os adolescentes de usar substâncias mais leves, visando a prevenir o uso de outras (Botvin, 1986). No entanto, na atualidade, mesmo os estudiosos que continuam a afirmar o risco de exposição crescente, dizem que a relação é de probabilidade e não causal (Ellickson & Morton, 1999).



Influência dos amigos - a relação entre pares também precisa ser qualificada. Ela se configura como fator de risco quando os amigos considerados modelo de comportamento (Jessor et al., 1995;Hoffmann & Cerbone, 2002; Swadi, 1999) demonstram tolerância, aprovação (Kodjo & Klein,2002) ou consomem drogas (Beman, 1995).


Observam os estudiosos que há uma sintonia, no caso dos pares: os adolescentes que querem começar ou aumentar o uso de drogas procuram colegas com valores e hábitos semelhantes (Tuttle et al., 2002). Ou seja, mesmo no caso de amigos e colegas, a questão não pode ser vista de forma simplista, pois o desenvolvimento de afiliações a pares tolerantes e que aprovam as drogas representa o final de um processo onde fatores individuais, familiares e sociais adversos se combinam de forma a aumentar a probabilidade do uso abusivo (Fergusson & Howood, 1999).


O mito que supervaloriza a influência dos pares durante a adolescência provavelmente decorre, em algum nível, de uma certa desresponsabilização, sobretudo por parte dos pais e dos educadores, de problemas freqüentes nas relações intrafamiliares ou institucionais.É muito difícil, portanto, como já se referiu,tomando por base outros fatores, separar e isolar os efeitos que o grupo de pares tem sobre os adolescentes, (Schor, 1996).


Pais que usam drogas - Hoje se sabe que as relações familiares constituem um dos fatores mais relevantes a ser considerado, mas de forma combinada com outros. Por exemplo, Schor (1996) aponta que não há uma relação linear entre o abuso de álcool dos pais e de seus filhos.

Este autor sugere que são os padrões de comportamento dos pais e as interações familiares e não só o fato de eles beberem, é que são em boa parte responsáveis pelas atitudes dos filhos.


O alcoolismo tem uma influência destrutiva no funcionamento familiar e essa disfunção desempenha um papel mediador na transmissão intergeracional (entre as gerações) de comportamentos. Mas, o que está em questão não é a droga em si, e sim, a relação que o indivíduo estabelece com ela, que, por sua vez, influencia e é influenciada fortemente pelo universo de interações do grupo familiar. (Hawkinset al., 1992; Brown et al., 1993).


O uso ocasional de droga - pode ser entendido como manifestação de uma experimentação apropriada para sua etapa de desenvolvimento e busca de direção para a vida. Estudo de Shedler e Block (1990), ao diferençar entre adolescentes que se abstêm, que experimentam e que abusam de drogas, conclui que, dada a quase onipresença e uma certa aceitação da maconha na cultura dos pares,não é surpreendente que, com 18 anos, indivíduos psicologicamente saudáveis, sociáveis e curiosos se sintam tentados a experimentar o produto.


Não se espera que adolescentes saudáveis abusem da droga, porque apresentam baixa necessidade de utilizá-la para aplacar a angústia emocional ou como meio de compensar a falta de relações importantes. Os autores comparam o sentido do uso da maconha entre adolescentes de hoje com o significado social e psicológico que a bebida alcoólica teve para gerações anteriores (Shedler & Block, 1990). Levando em conta essa reflexão, os esforços preventivos precisam ser muito mais abrangentes e voltados para os precursores dos riscos e da Resiliência (Coie et al., 1993).



• Cada elemento citado no texto de apoio, tais como: a família, a escola, a mídia, etc, podem ser usados em uma dinâmica na qual os jovens separados em grupos, cada um representando um destes contextos, irá elencar os fatores que identificam como protetores e de riscos.



A escola - muito se tem falado também no papel da escola seja como agente transformador, seja como lócus propiciador do ambiente que exacerba as condições para o uso de drogas. Ninguém desconhece que essa instituição é hoje alvo do assédio de traficantes e repassadores de substâncias proibidas, prevendo-se o aliciamento por pares. Pois a escola é o espaço privilegiado dos encontros e interações entre jovens.


No entanto, mesmo no âmbito educacional, existem fatores específicos que predispõem os adolescentes ao uso de drogas, como por exemplo, a falta de motivação para os estudos, o absenteísmo e o mau desempenho escolar (Kandel et al., 1978); a insuficiência no aproveitamento e a falta de compromisso com o sentido da educação; a intensa vontade de ser independente combinada com o pouco interesse de investir na realização pessoal (Friedman, 1989); a busca de novidade a qualquer preço e a baixa oposição a situações perigosas; a rebeldia constante associada à dependência a recompensas (Swadi, 1999).


Por outro lado, a escola é um poderoso agente de socialização da criança e do adolescente, ressaltando-se certa mística e identidade do tipo de educandário com o comportamento daqueles que o freqüentam (Kandel et al., 1978). Por juntar em seu interior a comunidade de pares e por ter fortes instrumentos de promoção da autoestima e do autodesenvolvimento em suas mãos, o ambiente escolar pode ser um fator fundamental na potencialização de resiliência dos adolescentes.



A comunidade - a disponibilidade e a presença de drogas na comunidade de convivência têm sido vistas como facilitadoras do uso de drogas por adolescentes, uma vez que o excesso de oferta naturaliza o acesso (Jessor, 1991; Patton, 1995; Wallace Jr., 1999). Quando a facilidade da oferta se junta à desorganização social e aos outros elementos predisponentes no âmbito familiar e institucional, produz-se uma sintonia de fatores (Kodjo & Klein, 2002), que potencializam as chances de uso pelo jovem.


Para Hawkins e colaboradores (1992), os quatro elementos do vínculo social que se mostram inversamente correlacionados com o uso de drogas são: (a) vínculo forte com os pais; (b) compromisso com a escola; (c) envolvimento regular com atividades da igreja ou de outros movimentos; (d) crença nas expectativas gerais, normas e valores da sociedade.


A ênfase no estilo de vida nunca deve ser traduzida como se esse estilo fosse de responsabilidade exclusiva do indivíduo: tal abordagem tenderia a culpar a vítima (Jessor, 1991).



A Mídia- outra tendência muito comum quando se fala de drogas é a super valorização do papel da mídia como fator de risco. É certo que, sobretudo no caso das drogas lícitas, os meios de comunicação geralmente mostram imagens muito favoráveis. O uso do álcool e do tabaco costuma vir associado, por meio da publicidade, a imagens de artistas, ao glamour da sociabilidade e à sexualidade. Freqüentemente os anúncios glorificam as substâncias, retratando-as como mediadoras de fama e sucesso (Patton, 1995; Kodjo & Klein, 2002; Minayo et al., 1999;(Njaine, 2004).


Mas não se pode, teoricamente, demonizar a mídia: de um lado ela reflete e retrata a cultura vigente. E, de outro, seria um erro menosprezar a capacidade crítica dos jovens e a sinergia de vários outros elementos com os meios de comunicação. Nenhuma propaganda por si só atinge efeito demoníaco de persuasão, quando fatores protetores atuam em direção contrária. O desenvolvimento de um espírito crítico e reflexivo na família, na escola e com os pares serve de base para uma atitude criteriosa do adolescente quanto às mensagens relativas às drogas lícitas, veiculadas pelos meios de comunicação.



Dinâmica da árvore “colhendo os frutos”


Dinâmica da árvore –  adolescência, protagonismo juvenil, o compromisso com o futuro.

Objetivos:

• Favorecer a reflexão acerca dos fatores que interferem em nosso desenvolvimento biopsicossocial;

• Contribuir para a percepção de elementos/situações/aspectos que colaboram positiva ou negativamente para este desenvolvimento;

• Colaborar para a percepção do jovem em relação ao projeto de vida e visão de futuro;

• Contribuir para a percepção de que podemos interferir em nosso futuro mudando padrões de comportamento no presente;

Material:

Cartolina ou papel craft, tiras de papel, fita adesiva ou cola, canetinhas.

Aquecimento:

- Caso o grupo não se conheça pode-se iniciar o trabalho sugerindo que se apresentem e digam uma característica pessoal de que goste.

- Depois diga que serão convidados a participar de uma atividade em grupo que favorece a reflexão sobre a vida e nossa história, passado, presente e futuro.

Ação:

- O(s) grupo(s) deverá desenhar na cartolina ou papel craft uma árvore, grande.

O trabalho acontece em etapas: primeiro irão se concentrar na raiz, depois no tronco e por último na copa. O instrutor dá as informações também obedecendo estas etapas.

Na raiz – coisas e influências relativas á infância (família, escola, amigos, brincadeiras) características desta etapa do desenvolvimento (físicas, sociais, descobertas), coisas que influenciaram. Devem se ater no que for mais importante ou significativo deste período. Estas influências podem ser positivas e/ou negativas.

o Depois de conversarem no grupo, irão selecionar os aspectos e escrevê-los nas tiras de papel, e depois, irão fixá-las na raiz da árvore.

No tronco – adolescência, o que faz parte desta etapa, o que aprendem, quais as influências, características. Devem se ater no que for mais importante ou significativo deste período. Estas influências podem ser positivas e/ou negativas.

o Depois de conversarem no grupo, irão selecionar os aspectos e escrevê-los nas tiras de papel, e depois, irão fixá-las no tronco da árvore.

Copa – os frutos que são os seus sonhos, como imaginam a vida adulta, o que esperam? Com quem irão contar? O que estará acontecendo?

o Depois de conversarem no grupo, irão selecionar os aspectos e escrevê-los nas tiras de papel, e depois, irão fixá-las na copa da árvore.

Fechamento/compartilhamento:

Após cada grupo apresentar sua “árvore” abrir uma roda para discussão buscando que reflitam sobre:

- as relações entre os eventos significativos e os frutos

- a importância de planejar o futuro

- como percebem as ações de hoje em relação ao que colherão no futuro?

- poderão refletir sobre os impactos no corpo, na vida afetiva, social, familiar, etc.

Dicas e sugestões para trabalhar o tema:


• Não cabe ao monitor identificar se o aluno usa ou não alguma droga;

• Levantar com os adolescentes quais as suas perspectivas de vida, motivações e sonhos em geral (projeto de vida);

• Lembrar que em nossa sociedade há o consumo de inúmeros produtos que são danosos à saúde física e ambiental e que as pessoas devem ter mais consciência sobre seus usos e efeitos, buscando a melhoria da qualidade de vida (pode-se realizar o levantamento destes itens e suas consequências);

• Dar espaço a discussões sobre a descriminalização ou legalização de drogas, pois são temas freqüentes na mídia. O monitor pode organizar dinâmicas de levantamento de prós e contras sistematizando a discussão dos jovens e nunca dando seu parecer pessoal ou a posição que julga correta, ou melhor. Dessa forma se evita que os debates sobre esses temas sejam vistos como tabus e incompatíveis com o trabalho do ambiente escolar. Neste sentido, procurar distinguir sempre o significado exato dos termos:


LEGALIZAR: tornar um produto ou substância legal, ou seja, sujeito à utilização, comercialização e venda e, por extensão, à propaganda, sem consistir em crime ou processo penal.

DESCRIMINALIZAR: tornar o ato de consumo ou venda (nesse caso é necessário especificar qual dos dois estaria sendo descriminalizado) de uma substância ou produto possível de ser realizado sem processo penal ou criminalização do indivíduo por tê-lo realizado.


• Cada elemento citado no texto de apoio, tais como: a família, a escola, a mídia, etc, podem ser usados em uma dinâmica na qual os jovens separados em grupos, cada um representando um destes contextos, irá elencar os fatores que identificam como protetores e de riscos.


• Os conceitos de risco, vulnerabilidade, redução de danos e fatores protetores, podem ser apresentados e discutidos entre os jovens;


• Questões como: porque nos expomos a riscos? Riscos visíveis e riscos invisíveis? São questionamentos que podem preceder a confecção de poesias, músicas, discussões sobre projeto de vida (corro riscos hoje porque não vejo o futuro?)

• Trabalhar os fatores de proteção: utilizando o ECA (Estatuto da criança e do adolescente);

• Realizar debates a partir da leitura de textos, crônicas, artigos, etc..


• Utilizar o jogo “valores em jogo” do Instituto Kaplan com o objetivo de fortalecer o jovem diante de situações de risco à saúde. Apresentar e discutir conceito de vulnerabilidade;

• A dinâmica da árvore do prazer (KIT UNICEF) pode ser usada com foco no uso abusivo de drogas. Primeira parte: o que é bom no uso de substâncias que alteram nosso comportamento e nosso organismo? Segunda parte: quais os riscos associados? Terceira parte: como nos proteger? Ou minimizar os danos?(aqui pode-se apresentar o conceito de redução de danos);

• O guia para formação de profissionais de saúde e de Educação – Saúde e Prevenção nas escolas, atitude pra curtir a vida (que vocês receberam no inicio do ano passado), traz dinâmicas e textos complementares ao tema.


• O KIT “Viver de cara Limpa”, disponibilizado pelo PEF aos educadores profissionais também aborda o assunto e traz sugestões para o trabalho;

• Apresentação em Power point dos principais conceitos abordados no texto de apoio;

• Músicas que abordam o tema também costumam ser um ótimo disparador para a discussão e apresentação das informações sobre drogas (tipos, efeitos, tipos de usuários), etc.

As músicas podem ser utilizadas de várias formas: (a) através da audição e leitura para discussão geral ou em grupos (com ou sem roteiro prévio), (b) como clímax para introdução ou finalização de determinado assunto, (c) para fazer aquecimento de uma dinâmica, (d) para motivar dinâmicas corporais, dança, etc.

O trabalho nunca deve ser simplesmente ler ou tocar várias músicas, mas dar espaço para discussão de seu conteúdo pelos participantes. As músicas escolhidas devem corresponder ao gosto musical dos adolescentes em questão, quando isso não for possível, dar mais ênfase à letra. Sempre referenciar o grupo ou autor, época em que escreveu, o que ocorria, etc.


Sugestões de músicas:

o “Fruto Proibido” /Rita Lee (CD Rita Lee e Banda Tutti Fruti);

o “Diversão” /Titãs (CD acústico ou LP Jesus não tem dentes no país dos banguelas);

o “Não me Acabo” /Arnaldo Antunes e Paulo Miklos (CD ou LP do grupo Barão Vermelho, Carnaval);

o “É Proibido Fumar” /Erasmo Carlos (CD do grupo SKANK, Calango;

o “Malandragem dá um Tempo” (Popular para Adelzonilton e Moacyr Bombeiro) - CD do Grupo Barão Vermelho, ALBUM;

o “Cachimbo da Paz” /Gabriel o Pensador (CD Quebra Cabeça);

o “Queimando Tudo” /Planet Hemp (CD Usuário - sobre Tráfico);

o “Faroeste Caboclo” /Legião Urbana(CD/LP Que País é este?)

Outros filmes sugeridos:

o “Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos", diretor Marcelo Masagão- Brasil (1998);

o Vídeos Conferências – videoteca REDE DO SABER (16 anos do Estatuto da criança e do adolescente – Proteja a criança e o adolescente e melhore o futuro);


PLANO DE AÇÃO


SUGESTÃO DE ROTEIRO PARA AÇÃO TEMA USO ABUSIVO DE ÁLCOOL E DROGAS
Pesquisa de campo sobre os equipamentos sociais da região que servem ao trabalho de atendimento ás questões de álcool e drogas, por exemplo: A.A (alcoólicos Anônimos; N.A narcóticos anônimos); C.T.A’s, ONG, etc;

Apresentar à coordenação regional a proposta de ação sobre o tema, que está em consonância com o calendário APE (16 a 20/02 – semana de combate às drogas e Alcoolismo);

Verificar a necessidade de informar aos pais da(s) escola(s) em que a ação irá transcorrer;

Articular com os educadores Profissionais e universitários, dentre outras coisas, checar se há equipamentos disponíveis na U.E para, por exemplo, exibição de vídeo e Power point (se estiver contido em seu plano de ação);

Caso esteja em seu planejamento, estabeleça cronograma de busca por parceiros para abordar o tema;

Use seu horário de trabalho para confeccionar convites e/ou faixas e/ou cartazes convidando a comunidade, vá até a escola um dia antes da ação para divulgar (use o mural), entregue ao (s) educadores profissionais/universitários envolvidos o material de divulgação. Lembre-se de dar destaque à ação que em sua opinião “atrai” o público, como o titulo do filme que será exibido.

Preparar folhetos informativos sobre a rede de equipamentos sociais que atendem a população local;

Para atrair os jovens, propor concursos de paródias e/ou músicas e/ou sambas-enredo sobre o tema, e no dia das primeiras audições (apresentações), iniciar a implementação de seu plano de trabalho sobre o tema;

Compartilhe com os Educadores e PCOPS suas ideias e veja o que mais podem sugerir como forma de atrair os jovens para a escola a fim de abordar o tema;

Promover concurso de fantasias? Oficinas de confecção de gibis sobre o tema? Grafite? Festa “viver de cara limpa?”

Envolver o grêmio estudantil nas escolas onde houver.


Cartazes para divulgação da semana de Prevenção ao uso abusivo de álcool e drogas















12 de março de 2010

Dicas de filmes para o trabalho de prevenção do uso abusivo de álcool e drogas

Bicho de Sete Cabeças




Sinopse:


Neto é um jovem estudante proveniente de uma família de classe média baixa, com pais pouco informados. Quando descobre em que situações seu filho está envolvido. Especialmente, ao encontrar um cigarro de maconha na roupa do rapaz, o pai (vivido por Othon Bastos) decide pela internação imediata do jovem num sanatório.


Algumas questões que podem ser abordadas a partir do filme:
- O ambiente escolar;

- O diálogo entre professores e alunos;

- A relação escola e pais;

- Quais os valores mostrados no filme, ou ainda, quais os valores faltaram no contexto em que o personagem central está inserido;

- Como evitar cair num ciclo vicioso (não necessariamente de drogas, mas de comportamentos e reações agressivas, por exemplo).


 
Ficha Técnica

Bicho de Sete Cabeças

País/Ano de produção: Brasil, 2000

Duração/Gênero: 74 min., drama

Distribuição: Columbia

Direção de Laís Bodanzky

Elenco: Rodrigo Santoro, Othon Bastos, Cássia Kiss, Jairo Mattos.



Cazuza – O Tempo Não Pára




A produção do filme “Cazuza – O Tempo Não Pára”, é baseada no romance “Só as mães são felizes” de Lucinha Araújo (mãe de Cazuza).

O que podemos trabalhar:
A  contextualização das músicas, como as  composições “Brasil”, “Ideologia”, e “Burguesia” .Assim como, o comportamento dos jovens de uma geração marcada pela perda de ídolos e amigos vítimas da infecção pelo HIV.


Ficha Técnica

Cazuza - O Tempo Não Pára

País/Ano de produção: Brasil, 2004

Duração/Gênero: 98 min., Drama

Direção de Sandra Werneck e Walter Carvalho

Roteiro de Fernando Bonassi e Victor Navas

Elenco: Daniel de Oliveira, Marieta Severo, Reginaldo Farias, Andréa Beltrão, Leandra Leal, Débora Falabella, André Gonçalves, Cadu Fávero, Emílio de Mello.


Meu Nome não é Johnny



O filme de Mauro Lima é mais uma obra de referência do novo cinema brasileiro, e aborda a trajetória de um jovem, traficante, no Rio de Janeiro. 

Ficha Técnica

Meu Nome não é Johnny

País/Ano de produção: Brasil, 2008

Duração/Gênero: 128 min., Drama

Indicação Etária:14 anos

Direção de Mauro Lima

Roteiro de Mariza Leão e Mauro Lima, baseado em livro de João Guilherme Estrela

Elenco: Selton Mello, Cléo Pires, Julia Lemmertz, Cássia Kiss, André de Biasi, Eva Todor, Rafaela Mandelli, Ângelo Paes Leme, Giulio Lopes, Orã Figueiredo, Flávio Bauraqui.



Obrigado por fumar

Combatendo as drogas legalizadas



 Sinopse:

Em determinados momentos da produção “Obrigado por fumar”, estão reunidos ao redor de uma mesa, os representantes das indústrias do álcool, das armas de fogo e do tabaco. São amigos e se sentem muito próximos pelo fato de fazerem lobby por produtos que são fortemente rechaçados pela sociedade. Estas cenas favorecem a discussão sobre o poder da mídia e dos lobistas no mercado de consumo.

O filme nos direciona a refletir sobre a indústria tabagista e os seus rumos no mundo em que vivemos.

Para Trabalhar:
1 - “Obrigado por fumar” é uma peça de contrapropaganda e, nesse sentido, seria muito interessante estimular os participantes a produzir também material publicitário que desestimulasse o uso do cigarro, do álcool, das armas de fogo. As atividades poderiam  contemplar painéis, pôsteres, filmes curtos, jingles para rádio.

2 - O estímulo ao desenvolvimento de hábitos saudáveis: alimentação, esportes.    

Ficha Técnica

Obrigado por fumar

(Thank you for smoking)

País/Ano de produção: Estados Unidos, 2006

Duração/Gênero: 92 min., Comédia

Direção de Jason Reitman

Roteiro de Jason Reitman, baseado em livro de Christopher Buckley

Elenco: Aaron Eckhart, Maria Bello, Katie Holmes, William H. Macy, Robert Duvall, Rob Lowe, Adam Brody, Sam Elliott, Cameron Bright, David Koechner.


Quando um homem ama uma mulher

O precipício do alcoolismo





“O que é alcoolismo?” pergunta a menina de cinco anos. Surpreendido pela dúvida da filha, o pai se esforça para traduzir em palavras o drama vivido por toda a família em virtude do vício de sua esposa. Há, evidentemente, muitas palavras que poderiam ser utilizadas para explicar esse vício pelas pessoas que conhecem as dificuldades e percalços relacionados ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Este tema também foi abordado nos filmes: Farrapo Humano (com Ray Milland; dirigido por Billy Wilder), O Veredicto (com Paul Newman; dirigido por Sidney Lumet) ou ainda, Despedida em Las Vegas (com Nicolas Cage; dirigido por Mike Figgis).

Um eventual estudo sobre a degradação provocada pelo álcool poderia incluir uma visita a qualquer um dos títulos mencionados acima. O que se vê nas telas é uma reprodução dos erros e desacertos que afetam a vida dos envolvidos com o problema.
"Quando um homem ama uma mulher" aborda o tema de forma branda.Tenta demonstrar a questão atingindo um público mais amplo, podendo ser considerado até mesmo como um filme de entretenimento. Apesar disso, não trata de forma leviana ou descompromissada um tema importante para a sociedade e para a educação, comprovação disso é a própria ambientação da história a um ambiente familiar típico. Pode ser um importante aliado para trabalhar o alcoolismo na escola.

Para o trabalho:
1- Há algumas campanhas sendo feitas a nível nacional contra a venda e consumo de bebidas alcoólicas por crianças e adolescentes em nosso país. Qual é o mote do trabalho desses grupos? Que efetividade eles apresentam? O que mais pode ser feito? Que tal fomentar uma pesquisa entre os estudantes para descobrir esses projetos, obter informações sobre o alcoolismo entre os grupos populacionais brasileiros, conversar sobre as conseqüências desse vício?

2- O que a família pode fazer em relação ao consumo precoce de bebidas alcoólicas por seus filhos? Uma das primeiras e mais prementes medidas é moderar o consumo por parte dos adultos.
3- Monte uma mostra de filmes com os títulos apresentados no início desse artigo (Farrapo Humano, O Veredito, Despedida em Las Vegas) . Ao final, favoreça um debate com todos os públicos.

Ficha Técnica

Quando um homem ama uma mulher

Título Original: When a man loves a woman

País/Ano de produção: EUA, 1994

Duração/Gênero: 126 min., Drama/Romance

Direção de Luis Mandoki

Roteiro de Ronald Bass e Al Franken

Elenco: Meg Ryan, Andy Garcia, Ellen Burstyn, Philip Seymour Hoffman,

Tina Majorino, Mae Whitman, Lauren Tom, Eugene Roche, Gail Strickland.